A Miolo Wine Group alcança um novo patamar em sua trajetória de sustentabilidade. Além de atingir a condição Carbono Neutro com suas cinco unidades – quatro no Brasil e uma na Argentina -, as operações brasileiras trouxeram um reconhecimento ainda maior. O grupo acaba de conquistar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, sob acompanhamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), nível máximo concedido às organizações que demonstram o mais elevado grau de transparência na elaboração e divulgação de seus inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O reconhecimento atesta a qualidade, a consistência e a confiabilidade das informações reportadas pela Miolo, submetidas à verificação por terceira parte independente e disponibilizadas no Registro Público de Emissões.
Elaborado com base no ano de 2025 e seguindo as diretrizes do GHG Protocol, o inventário de emissões de gases de efeito estufa das operações brasileiras da Miolo Wine Group registrou 1.571,75 toneladas de CO₂e em emissões e 2.431,44 toneladas de CO₂e em remoções anuais. O resultado representa um saldo líquido negativo de 859,69 toneladas de CO₂e. Na prática, significa que, além de alcançar a neutralidade de carbono, a Miolo apresenta desempenho carbono negativo no Brasil, removendo da atmosfera mais gases de efeito estufa do que suas operações emitem.
Quando esse saldo é relacionado ao volume anual colocado no mercado pela Miolo Wine Group, o resultado ganha uma dimensão ainda mais concreta. Considerando a comercialização de cerca de 10 milhões de garrafas por ano, o saldo líquido negativo equivale à captura de 85,96 gramas de CO₂e para cada garrafa. O dado ajuda a dimensionar um desempenho construído a partir de ações que envolvem diferentes áreas da operação e que vêm sendo incorporadas à estratégia ambiental do grupo.
O resultado é consequência de um trabalho contínuo de mensuração, gestão e redução das emissões, associado à capacidade de remoção de carbono das áreas vinculadas às operações brasileiras do grupo. O inventário permite identificar as fontes emissoras, acompanhar sua evolução e orientar decisões capazes de reduzir o impacto ambiental da atividade ao longo do tempo. É justamente essa combinação entre medir, agir e comprovar que transforma a sustentabilidade em um indicador efetivo de desempenho dentro da Miolo Wine Group.
Para Adriano Miolo, superintendente da Miolo Wine Group, os resultados representam um avanço que vai além da conquista de um selo. “Quando conseguimos controlar as emissões e compensar através dos nossos vinhedos, a sustentabilidade deixa de ser apenas um compromisso e passa a fazer parte da gestão do negócio. O Selo Ouro traz a transparência e a credibilidade desse processo, enquanto o Carbono Neutro mostra que estamos avançando concretamente na direção que escolhemos para o grupo. É um trabalho permanente, que exige evolução a cada ano”, destaca.
Sustentabilidade sem fronteiras
A mesma filosofia que orienta a atuação da Miolo Wine Group no Brasil atravessa fronteiras e também se materializa na Bodega Renacer, em Mendoza, na Argentina. A unidade também alcançou a condição Carbono Neutro, ampliando para as cinco operações do grupo um compromisso ambiental que passa a ser compartilhado independentemente do país, do terroir ou das particularidades de cada unidade.
Na Renacer, o resultado reforça uma visão de sustentabilidade construída de forma integrada à gestão e à atividade vitivinícola. Embora os processos de mensuração, verificação e reconhecimento sigam as normas e os mecanismos próprios de cada país, Brasil e Argentina passam a compartilhar uma mesma direção: conhecer o impacto de suas operações, atuar sobre suas emissões e avançar continuamente na redução de sua pegada de carbono.
Essa diversidade talvez seja o que melhor dimensiona a conquista. A Vinícola Miolo está no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS); a Vinícola Seival, na Campanha Meridional, em Candiota (RS); a Vinícola Almadén, na Campanha Central, em Santana do Livramento (RS); a Vinícola Terranova, no Vale do São Francisco, em Casa Nova (BA); e a Bodega Renacer, em Mendoza, na Argentina. São regiões com condições muito diferentes de solo, clima e paisagem, do Sul ao Nordeste brasileiro e aos pés da Cordilheira dos Andes, nas quais uma mesma diretriz ambiental precisa ser traduzida para realidades produtivas distintas.
“Ter cinco vinícolas Carbono Neutro em terroirs tão diferentes mostra que sustentabilidade precisa estar incorporada à cultura da empresa e não restrita a uma unidade ou a um projeto específico. Cada região exige uma forma própria de produzir e de se relacionar com o ambiente, mas os princípios que orientam nossas decisões são os mesmos. Para nós, cuidar desses territórios é também cuidar da continuidade do nosso negócio e da possibilidade de as próximas gerações continuarem produzindo grandes vinhos nesses lugares”, reforça Adriano Miolo.
Alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente ao ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, a Miolo passa a reunir toda a sua geografia produtiva sob um compromisso ambiental comum. Uma conquista que, para o grupo, não representa um ponto de chegada, mas reforça a responsabilidade de continuar medindo impactos, aperfeiçoando processos e preservando os diferentes territórios que estão na origem de seus vinhos.

Foto: Divulgação Miolo













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