No último domingo, dia 6 de setembro, a escritora santanense Tanise Carrali viveu um daqueles momentos em que uma história deixa de pertencer apenas à autora e começa a encontrar seus leitores. Na Bienal de São Paulo, aconteceu o lançamento oficial de “Uma princesa de quem só se ouviu falar”, no estande G52, da Assessoria Global, em parceria com a Editora Ases da Literatura.
Lançado para venda em janeiro, pela Amazon, o livro chega agora ao seu lançamento presencial em um dos maiores encontros literários do país. Publicado pelo selo Ventania, da Ases da Literatura, Uma princesa de quem só se ouviu falar é um conto poético ilustrado que, embora tenha sido concebido como uma obra infantojuvenil, vem encontrando leitores de diferentes gerações.
Na Bienal, essa diversidade ganhou rosto. Entre as pessoas que se aproximaram da autora estavam pré-adolescentes, adolescentes e mulheres adultas. Durante a sessão de autógrafos, que se estendeu por cerca de duas horas, Tanise conversou, abraçou e autografou exemplares para leitoras que, em sua maioria, a conheciam ali pela primeira vez.
E houve algo ainda mais especial: algumas leitoras chegaram ao estande por indicação de outras que haviam acabado de conhecer e comprar o livro. A história começava, assim, a fazer aquilo que toda autora deseja: passar de mão em mão, de uma leitora para outra.
Para Tanise, que não tinha um público previamente estabelecido em São Paulo, cada encontro teve um significado particular. Entre as pessoas que estiveram em sua sessão estava Luciana Silveira, psicóloga da cidade natal da autora. Encontrá-la justamente naquele momento, em São Paulo, tornou a experiência ainda mais simbólica para Tanise: alguém que conhecia suas origens estava ali para testemunhar a chegada da escritora à Bienal.
Uma princesa de quem só se ouviu falar conta a história de uma princesa que vive isolada em uma velha torre, invisível ao mundo e privada dos sons, das cores e das experiências da vida. Do lado de fora, um simples pastor passa sem imaginar o que existe além daqueles muros. Entre silêncios, sonhos e o desejo de descobrir o mundo, a narrativa constrói uma reflexão delicada sobre solidão, opressão, invisibilidade feminina e o desejo de existir para além dos limites que nos são impostos.
“Em uma velha torre esquecida, vive uma princesa que ninguém jamais viu — intocada pelo mundo, pelos sons e pelas cores da vida. Entre suspiros e silêncios, ela imagina o que existe além dos muros que a cercam. Do outro lado, um simples pastor passa sem saber o que se esconde ali.”
A chegada à Bienal marca, para Tanise Carrali, mais do que o lançamento oficial de um livro. Marca o encontro de uma personagem que passou tanto tempo sendo invisível com leitoras que decidiram enxergá-la.
Uma princesa de quem só se ouviu falar está disponível na Amazon e também pode ser adquirido diretamente com a autora, pelo Instagram @tanisecarrali















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