A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Santana do Livramento concluiu um amplo inquérito policial que desarticulou uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais, com atuação na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.
No curso da investigação, foram representadas e posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário 20 prisões preventivas e 28 mandados de busca e apreensão, medidas que resultaram na identificação e responsabilização dos integrantes da organização criminosa.
A fase ostensiva da operação foi realizada de forma simultânea nos municípios de Santana do Livramento, Rosário do Sul e Charqueadas, abrangendo residências, estabelecimentos comerciais e unidades prisionais.
A operação contou com o apoio operacional da 1ª Delegacia de Polícia de Santana do Livramento, da Delegacia de Polícia de Quaraí e da Delegacia de Polícia de Rosário do Sul, esta última empregando sua equipe especializada do Canil, que auxiliou nas diligências de busca e localização de elementos de prova.
Também participaram da operação equipes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) da Polícia Penal, responsáveis pelo cumprimento de mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão no interior da Penitenciária Estadual de Santana do Livramento (PESL) e da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), onde diversos investigados permaneciam custodiados e continuavam exercendo funções de liderança e coordenação da organização criminosa.
Durante o cumprimento das ordens judiciais na Penitenciária Estadual de Santana do Livramento, foi localizada uma passagem clandestina (buraco) entre celas, utilizada para facilitar a comunicação entre apenados. No local, foram apreendidos telefones celulares pertencentes a integrantes apontados como lideranças da organização criminosa, reforçando os elementos já produzidos durante a investigação quanto à manutenção do comando da facção mesmo a partir do sistema prisional.
As investigações foram desenvolvidas ao longo de vários meses e utilizaram técnicas especializadas de inteligência policial, análise de dados extraídos de aparelhos celulares, cruzamento de informações financeiras, quebras de sigilo judicialmente autorizadas e diligências investigativas, permitindo reconstruir toda a estrutura da organização criminosa.
Os elementos probatórios demonstraram a existência de uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de funções entre liderança estratégica, gerência operacional, responsáveis pelo abastecimento, logística, distribuição de entorpecentes, movimentação financeira, cobrança de valores e comercialização de drogas, além de integrantes incumbidos da execução das atividades operacionais. Os números da operação estão sendo contabilizados.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul reafirma seu compromisso com o enfrentamento qualificado ao crime organizado, destacando que o êxito da investigação decorreu da integração entre inteligência policial, investigação especializada e da atuação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Penal no cumprimento das medidas judiciais, representando mais um importante resultado no combate às organizações criminosas que atuam na região de fronteira.

Fundo falso em cela na Penitenciária de Livramento onde foram encontrados vários celulares













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